A Federação Espírita de Santa Catarina- FEC - divide o estado em 16 regiões federativas, que são os Conselhos Regionais Espiritas CRE's.
O Conselho Regional Espirita 9 - CRE9, que compõem os municípios do sul do Estado de SC: Criciúma a Passo de Torres e Lauro Muller.
Sua primeira reunião foi realizada em 1979 compondo sua diretoria:
Presidente: Dorilda Esmeraldino
Vice-Presidente: Valcedir Souza
Secretaria: Maria Ester Gonçalves
Demais presentes: Valdir Pereira, Ivone Pereira Vieira e Joao Inácio Vieira
O Conselho Regional Espírita é órgão de administração do movimento espírita, formado por representantes indicados pelas instituições adesas, com a finalidade de unificar, orientar, coordenar e dinamizar o movimento espírita na sua área de ação e propugnar para que haja pelo menos um Centro Espírita em cada um dos seus municípios.
Seu principal objetivo é servir de elo entre a Federativa e as instituições adesas, de forma a manter a uniformidade na orientação e na organização do movimento espírita do Estado.
ESTRUTURA DO TRABALHO DE UNIFICAÇÃO DO MOVIMENTO ESPÍRITA DO BRASIL

O CONSELHO FEDERATIVO NACIONAL E A UNIFICAÇÃO DO MOVIMENTO ESPÍRITA
Juvanir Borges de Souza
O Conselho Federativo Nacional (CFN) da Federação Espírita Brasileira resultou da Grande Conferência do Rio de Janeiro, de 5/10/1949, na sede da FEB, na Avenida Passos, 30, que assim dispôs, em seu item 2º: “A FEB criará um Conselho Federativo Nacional, permanente, com a finalidade de executar, desenvolver e ampliar os planos de sua atual Organização Federativa.”
Assinaram a Ata da Grande Conferência, depois dos debates dos assuntos nela tratados, os representantes das seguintes entidades representantes: Antônio Wantuil de Freitas, pela Federação Espírita Brasileira; Arthur Lins de Vasconcellos Lopes, por si e por Aurino Barbosa Souto, Presidente da Liga Espírita do Brasil; Francisco Spinelli, pela Comissão Executiva do Congresso Brasileiro de Unificação e pela Federação Espírita do Rio Grande do Sul; Roberto Pedro Michelena, Felisberto do Amaral Peixoto, Marcílio Cardoso de Oliveira e Jardelino Ramos, representantes também da Federação Espírita do Rio Grande do Sul; Oswaldo Mello, que lavrou a Ata, pela Federação Espírita Catarinense; João Ghignone, Presidente, e Francisco Caitani, membro do Conselho da Federação Espírita do Paraná; Pedro Camargo – Vinícius – e Carlos Jordão da Silva, pela União Social Espírita de São Paulo (USE); Bady Elias Curi e Noraldino de Mello Castro, pela União Espírita Mineira.
Com esse acordo, o antigo Conselho Federativo da FEB, que federava diretamente os Centros Espíritas de todo o País, foi substituído pelo Conselho Federativo Nacional, integrado pelas Federações e Uniões representativas dos Movimentos Espíritas estaduais e do Distrito Federal.
Após a assinatura do “Pacto”, alguns de seus signatários e outros companheiros do Movimento, entre os quais Lins de Vasconcellos, Carlos Jordão da Silva, Ary Casadio, Leopoldo Machado, Francisco Spinelli e Luis Burgos Filho, constituíram a célebre “Caravana da Fraternidade”, para a tarefa de, sob sadio idealismo, levar aos Movimentos Espíritas dos Estados do Nordeste e do Norte do País o conhecimento da criação do Conselho Federativo Nacional, convidando-os a se organizarem e a participar do novo órgão.
O esforço da “Caravana” coroou-se de pleno êxito, ampliando-se consideravelmente o número das Federativas Estaduais que ingressaram no Conselho. Atualmente, todos os Estados Brasileiros têm sua representação espírita no CFN.
No início da década de 70, foram criados os Conselhos Zonais do CFN. O País foi dividido em quatro regiões – Norte, Nordeste, Centro e Sul – para o fim de se agruparem as Entidades Federativas Estaduais.
No ano de 1985, os Conselhos Zonais que vinham funcionando há mais de 10 anos foram transformados pelo CFN em Comissões Regionais, ratificadas as quatro regiões do País.
As Comissões Regionais instalaram-se em 1986 (Sul) e 1987 (as demais regiões) e caracterizam-se por serem desdobramentos do próprio CFN.
Nelas, as Entidades Estaduais de cada Região encontram espaço natural para a confraternização e para o estudo conjunto dos assuntos por elas mesmas escolhidos, com a troca de informações, de experiências, de programas de trabalho e da ajuda mútua.
A partir de 1990, as Comissões ampliaram sua ação, com o desdobramento de seus trabalhos e estudos por vários setores da ação espírita – Evangelização da Infância e Juventude, Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, Comunicação Social Espírita, Assistência e Promoção Social Espírita e, mais recentemente, o Estudo e a Prática da Mediunidade.
Retirado do artigo publicado na Revista “Reformador” de out/1997
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